
A deficiência auditiva
em seus diversos grau, afeta 10% da população mundial, segundo
dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Nos países
desenvolvidos, 1 em cada 1.000 habitantes é surdo, nos subdesenvolvidos
o número cresce para 4 em cada 100. Esse aumento é conseqüência
da falta de políticas primárias. Enquanto essa prevenção
não é praticada em sua totalidade em nosso país, temos
que desenvolver estratégias sócio-pedagógicas que minimizem
as seqüelas desta deficiência.
O Surdodum surgiu como um projeto em 1994, tem por objetivo proporcionar aos
indivíduos com deficiência auditiva de todos os graus e tipos,
a participação em uma banda de percussão, ou seja, oferecer
a integração musical por meio de um processo sócio- pedagógico
e cultural.
A banda show do Surdodum tem 13 participantes, sendo 7 músicos surdos
e 6 ouvintes voluntários.
A banda ascendeu muito desde a sua fundação. Por meio do trabalho
desenvolvido, a professora-coordenadora foi uma das 15 finalistas do Prêmio
Cláudia Mulher do Ano 2002, bem como, recebeu o Prêmio Mulher
do Ano na área de Educação pela Associação
Soropthimista no mesmo ano. No ano de 2006 a banda tocou na posse do Presidente
Lula e foi a ganhadora do quadro Pistolão do Domingão do Faustão.
Em 2009 foi entrevistada e apresentou-se no Tv Xuxa.
A participação do Surdodum no cenário sócio-cultural
nacional continua com grande relevância inclusive a nível internacional.
Toda e qualquer linguagem artística-inclusiva, exerce grande poder
de transformação. Esta aproximação e troca entre
desiguais gera o respeito pela diferença. A recuperação
da auto-estima por meio de um processo de ajuda mútua, estimula o envolvimento
social na criação de novos projetos, além de horizontalizar
os seres humanos.
O antagonismo existente entre estes dois mundos distintos com culturas e identidades
sociais próprias, aproximar-se-á por causa da música.
Neste momento não existem os que ouvem e os que não ouvem, há
uma intersecção muito positiva, ao invés de ouvir, sente-se
a música.
Foi percebido a não participação de pessoas com deficiência
nos eventos carnavalescos propostos. Esta problemática também
é vista no decorrer do ano em outros eventos culturais. A explicação
para este fato deve ser bem analisada, entretanto, o Distrito Federal já
se manifesta a favor desta nova clientela artística, pois criou a Lei
nº 4.142 de 05/05/2008 onde dispõe sobre a reserva de cota da
programação de eventos culturais promovidos pelo Governo do
Distrito Federal para apresentação de artistas locais com deficiência.
N
A
B
A
T
I
D
A
D
O
S
I
L
Ê
N
C
I
O